22 de mai. de 2011

Tenho saudades do tempo que se foi, do tempo que não vai voltar. Tenho saudades do tempo em que não tinha grandes preocupações, do tempo que eu chorava por causa de um machucado e não por um coração partido. De quando esquecia rapidamente do que me fazia sofrer. De quando eu pedia para os meus pais resolverem as coisas por mim, de quando não era julgada, nem rotulada, de quando todas as meninas brincavam de boneca, gostavam de rosa, o assunto das conversas era desenho animado, história em quadrinho, conto de fadas. De quando brincava de amarelinha, de pular corda, esconde-esconde. De quando não tínhamos maldade, éramos menos egoístas, sabíamos partilhar, pensávamos nos outros. Quando eu era criança eu só queria crescer, pois não sabia as consequências, eu queria crescer pra pararem de me tratar feito bebê, para ter um namorado, acabar os estudos. A infância foi a fase mais feliz da minha vida, e eu só percebi quando ela acabou, quando tive que arcar com as consequencias, assumir minhas atitudes e erros, e aí eu quis voltar. Mas já era tarde.

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