22 de dez. de 2011

Na hora de apresentar trabalho: então... quem começa?


E quantas músicas já conseguiram descrever a sua situação?

Quantas pessoas fazem você se sentir, raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?








Aquele momento em que você está na loja de brinquedos testando e apertando todos eles e o gerente te encara.


A regra da KND - A Turma do Bairro é que quando uma criança completa 13 anos, ela tem que ser dispensada. Então as crianças mais novas apagam sua mente, e ela esquece que já foi da Turma do Bairro e que viveu grandes aventuras. Então quer dizer que eu talvez tenha participado da KND?


O dublador do Cebolinha é uma mulher.


Sou cheia de indecisões e dúvidas, que quando reparo estou perdida dentro de alguém, de mim mesma. Descobri que ninguém é feliz sozinho, ninguém constrói uma vida, sonhos sem alguém. Seja sua mãe, seu pai, seu namorado, seus amigos. É impossível. Seria mais fácil se eu aprendesse a lidar com o medo de magoar as pessoas, quando elas me magoam. Com o desapego de pessoas que não querem meu bem, e não querem andar lado a lado comigo. Ninguém é saudável 100% do tempo quando sozinho, é preciso ter alguém. Devido as circunstâncias do meu passado, que me rendeu muitas cicatrizes do tempo, eis que criei uma barreira entre o coração e a razão. Pelo meu coração, sei que iria conhecer ares novos, outras pessoas, outros cheiros, outros lugares. Mas, como grande parte dos seres, sou em grande parte constituída pela razão, que não me deixa arriscar. Medo junto com insegurança. Isso só irá mudar quando eu mesma me permitir. Quero essa coragem para me permitir ser feliz, me permitir fazer amigos sem medo. E eu farei de tudo para que ela chegue o mais breve possível. Talvez, seja a hora de ser feliz e esquecer o passado, esquecer as pessoas que deixaram cicatrizes. 

Hoje embaixo do chuveiro chorei. Chorei pensando na vida. Não sou muito de demonstrar meus sentimentos, é difícil pra mim, é muito difícil. As vezes sou grossa e insensível. Eu criei um escudo próprio, em volta de mim. Mas juro que não foi por querer, foi a vida que me ensinou  isso. Posso ter só 15 anos, mas já passei por muita coisa, não estou dizendo experiências de adultos. Estou dizendo de sentimentos de dor, raiva, solidão, vingança. Muita gente já me fez sofrer só com uma palavra, por pura maldade. Confesso que não sou a melhor pessoa do mundo, já pensei em me vingar de todos que um dia me fizeram chorar, seja por quaisquer motivo fosse. Dói, dói muito. Mas no começo o motivo do choro não era esse. Percebi o quanto todo esse ano me ensinou, o quanto me fez aprender o que é amizade. E que ele ta perto de terminar, que vou ficar longe de algumas pessoas que se tornaram muito importantes. Quiseram me afastar delas, mas a amizade é tão verdadeira e forte que ninguém foi capaz de acabar com ela. Esses amigos que falo, são o motivo de acordar cedo, ir pro colégio. São o motivo dos meus sorrisos mais verdadeiros, dos meus risos mais idiotas e os mais sinceros. E mesmo que la tenha pessoas que não tenham a mínima intenção de me ver feliz, eu vou por eles. É como sem dizer uma palavra eles me dessem força e me falassem que não to sozinha. É como se um "bom dia" deles fosse um "levanta a cabeça, e continua". Tudo isso pode ser meio clichê, mas hoje eu decidi que vou fugir de tudo o que me atrasa e me faz sofrer.
 

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