Eles continuam procurando consolo em amores superficiais e relações vazias. As vezes no fundo de um copo de destilado ou na madrugada, perdido na noite. Eu prefiro continuar me encontrando na arte. Sou feita de cada nota musical que compõe uma melodia. Sou cada linha que eu leio e me transporta para outra dimensão. Sou cada letra, palavra, texto que sai das minhas mãos quando deslizam a caneta no papel. Tem mesmo algumas horas que tudo que eu preciso é de uma dose de expresso. Aquele cheiro me acalma, me envolve, me concentra. Minha solidão é minha melhor companhia. Nunca fui artista de grandes multidões, ou de centro do placo de grandes teatros. Não, sempre fui quieta em uma esquina versando sobre um tema qualquer. Sempre estive escondida, escrevendo sobre a mesa de um café. Esse é meu espetáculo. Me deixar encontrar nas sutilezas e detalhes. Nada que faz muito barulho permite-se ser encontrado por pessoas com a dose certa de sensibilidade. Cadê meu café?
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